Acho que está virando habito escrever aqui de sexta-feira! coincidencia? será?? enfim...
Ontem estava escrevendo no meu diário de papel.. (sim.. tb tenho um, onde os relatos são tão ou mais exporádicos que aqui, mas...) e comecei a viajar sobre a vida.... comecei dizendo que viver é fácil, dificil mesmo é CONviver.... hoje pela manhã (aqui no estágio, pra variar), fiz como sempre, li os e-mails, li as notícias do dia, descobri onde fica a passargada... (qq dia falo sobre..rs) e agora, antes de escrever digitei a palavra conviver no google, e, como já era de se esperar, não são poucos os pensamentos nesse sentido.. mas alguns deles me chamaram mais a atenção que outros, pois partilho exatamente do mesmo conceito.
antes de qualquer coisa, recorramos ao dicionario:
v.i. Viver em comum.
V.t.ind. Ter convivência com.
Relacionar-se intimamente: conviver com ricos e pobres.
ok... todo mundo sabe disso.
e logo em seguida já encontro com Mario Quintana dizendo em outras palavras o que eu já disse acima:
"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!"
continuo minha rápida pesquisa, e mais dois autores/pensadores que muito admiro trazem a arte da convivência talvez de uma forma mais poética, ou ainda complexa... daquelas que alguns precisam de um pouco de chá de cogumelo pra entender:
"Num mundo em que a vida se une tão bem à vida, em que as flores se casam umas com as outras no próprio leito do vento, em que o cisne conhece todos os cisnes, só os homens constroem a sua solidão." (Saint-Exupéry, Terra dos Homens)
e
"Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes; mas não aprendemos a simples arte de vivermos juntos como irmãos."(M. Luther King)
Pelo visto, desde que o mundo é mundo, e desde que as pessoas pensam, conviver não é verbo fácil de conjugar. Cada um dentro de sua própria razão, de seus próprios princípios e conceitos, raro é ter alguém que abra mão de alguma coisa pra evitar um conflito, o que acaba acontecendo, quase sempre, é um querendo superar o outro, gritar mais alto, estar "mais certo" e no fim se descobre que 'tá' todo mundo errado. Mas quem é que dá o braço a torcer e pede desculpas?
Em alguns casos, uma pequena discussão acaba em alguns minutos quando se conta a primeira piada, e é como se nada tivesse acontecido. Em outros, a cara amarrada dura horas, dias, tem um nó dificil de desapertar, mas o próprio tempo solta... Mas tem ainda aqueles casos que acabam ficando por resolver, e o nó é tão firme que nem o tempo desamarra...
E os dias vão passando, e mesmo sem saber como, estamos sempre vivendo e convivendo, mas até hoje, não conheço ninguém que tenha encontrado a fórmula perfeita, as regras ideais, que possam se aplicar a todo e qualquer caso concreto.. afinal, cada caso é um caso e cada um é cada um... o que importa mesmo, é que no fim dá tudo certo...
Faço minhas as palavras de Drummond, pra encerrar mais um dos meus 5 minutos de reflexão "redonda" (como diria a carol, dá voltas e voltas mas não sai do lugar):
"Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias
inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver."

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