Mal começou o ano e meu coração já se atrapalhou bastante. Além da volta dos que não foram, tem a partida do que ficou. Ou nada disso, ou tudo isso... Contraditório não?
Pois hoje, ‘só hoje’, preciso desabafar e falar platônicamente daquele que eu não esqueço. Não é que sonhei duas vezes, dois dias seguidos com ELE? Parece até que quanto mais a gente tenta esquecer, aí é que lembramos.
A verdade é que até em meus inconscientes conscientes sonhos a verdade é uma só: preciso colocar um basta na dúvida: é ou não é?
Tá certo que eu mesma não sei responder (ainda..) mas queria que respondessem por mim. Seria tão mais fácil..
Se eu estivesse no lugar de Shakespeare não diria “ser ou não ser”, diria ‘amar ou não amar’. E se amar é sofrer, poderia então optar? E também mudaria o tão famoso soneto da fidelidade que diz que o amor é ferida que dói e não se sente. Isso não é amor! O que dói e não se sente, é contente e descontente, dor que desatina sem doer.. é a saudade! Essa sim invade sem pedir licença, não respeita nada e nem ninguém, fica ali, cutucando, atormentando, lembrando o que a gente não lembra. Amor não. Amor é decisão, isso o pastor sempre fala e é verdade. Dessa vez vou ter que concordar com Cazuza, que tantas vezes errou, mas nas idéias era certo quando disse que ‘o amor a gente inventa’. E inventa mesmo, seja simplesmente pra ter de quem falar e parecer mesmo sozinha, ou porque realmente quer que seja verdade.
E pra falar do sonho, que até agora não falei, abri meu coração e parei de ‘enrolar’ e ter medo do meu próprio eu, e quando ele ia responder... Eu acordei... sempre assim né? Será que algum dia resolvo essa pendenga?
