Melhor definição para esse meu humilde blog não há do que "meu purgativo".
Ainda hoje li nos capítulos finais de um livro o seguinte trecho: "Ele tem a sensibilidade nervosa dos artistas. Para essas mentes angustiadas, escrever é o melhor purgativo, talvez o único." Era o conselho dado para um dos personagens mais malucos de toda a trama, mas ao ler, serviu-me como uma luva.
Prova é - o blog!
Sempre recorro ao site (quando possível) ou qualquer pedaço de papel e alivio toda e qualquer angustia escrevendo. Seria eu uma artista ou mera possuidora dessa notória sensibilidade nervosa? Hoje não haveria de ser diferente. Cá estou com minhas lamúrias e decisões tão minhas que até eu me perco em meio a tantos pensamentos e quereres. Preciso lavar minha alma.
Já algum tempo venho passando por situações/provações que ultimamente me parecem fardos pesados demais para carregar sozinha. Uma carga que por vezes me fez desacreditar até mesmo que possa existir um Deus supremo e todo poderoso, onipresente e onipotente, capaz de olhar a todos da mesma maneira e cuidar de todos. Mas quem é que nunca questionou o aparente abandono de Deus? Quem é que nunca se lamuriou e acreditou estar completamente sozinho mesmo em um mundo onde os habitantes ultrapassam 6 bilhões? Eu, na minha ânsia de querer controlar tudo, perdi o controle, perdi os cabelos e a força pra lutar. Perdi o brilho dos olhos e o sorriso que sempre me foram tão característicos e marcantes, e talvez em lágrimas esteja ainda ao digitar essas palavras, mas, aliviada. Família, amores, amigos, igreja e trabalho me fizeram atravessar um mar de tormentas nesse princípio de final de ano e hoje, esgotei-me. Cheguei ao fundo do poço (mais uma vez) e quero recomeçar e o recomeço é sempre doloroso, implica no reconhecimento dos próprios erros, implica em deixar ir (perder) muitas coisas.. Hoje, meu recomeço é me deixar, me esvaziar por completo. Revendo conceitos, velhos hábitos, renovando a agenda do telefone e focando naquilo que realmente importa agora: EU! Estudar (porque casar tá difícil), parar de perder tempo com bobagens (facebook por exemplo) e reinventar a imagem que tenho passado por aí, vai ver as brincadeiras que tanto me incomodam sejam mero retrato da minha atualidade remota. Chega de querer mudar os outros, mudarei eu.
sábado, 10 de novembro de 2012
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