"Escrever ou não escrever?
Já que não consegui me despedir de você como gostaria, resolvi escrever, até pq, você bem sabe que sou melhor escrevendo do que falando.
Daí pensei, escrever o que? E fui me lembrando de algumas conversas que tivemos, de quando o seu intercambio ainda era uma vontade/um sonho, e olha só, a essa altura você já deve estar com as malas prontas e praticamente fechadas, pronto para embarcar para um mundo novo de possibilidades, de crescimento, de conhecimento.
Um ano passa rápido, mas muita coisa pode acontecer, e certamente, muita coisa VAI acontecer. Com certeza o *** que viaja amanhã, não é o mesmo *** que volta em 2014. Vai ter uma bagagem extra de muitos “cafés” eu espero!! (Lembra do texto? Sobre aproveitar a vida?)
(...)
Não vou me prolongar mais não ... só estou aproveitando o tempo livre aqui no trabalho (já que não tenho absolutamente nada pra fazer), pra desejar uma ótima viagem, que mais do que estudos, você tenha realizações de todos os tipos, conheça outros lugares, outras pessoas, outras culturas, e seja o melhor **** que você pode ser. Aproveite mesmo cada segundo!!
(...)"
Pois bem... como é perceptível, escrevi para um amigo que viajou para um intercâmbio de um ano, e eu queria desejar, com a maior sinceridade possível, tudo o que existe de melhor para esse ano 'diferente' da vida dele,
E de repente, percebi na pele que quando dizem que "tudo o que você deseja a alguém, volta pra você", bem, estão dizendo a mais pura verdade!
Esse ano também está sendo muito 'diferente' para mim. Já há algum tempo tinha uma viagem marcada com a minha mãe e irmã. Viajamos em abril/maio: praticamente um mês passeando pela Itália (SIMPLESMENTE MARAVILHOSO), mas, como tudo tem seu preço, além dos euros, perdi meu tão querido emprego.
A vida é feita de escolhas, seja aquelas que nós mesmos fazemos, seja aquelas escolhas que nos são impostas por outras pessoas (como no meu caso). Desde então, parei de trabalhar e tenho me dedicado aos estudos. Meta: passar em algum concurso público - esse é o meu sonho/minha vontade, e, quando conseguir, nada mais nada menos do que estarei embarcando em um mundo novo. Exatamente como escrevi no e-mail.
Mais do que isso, o tempo em 2013 parece estar voando! Já estamos em agosto e, sem sombras de dúvida, posso dizer que tenho tomado muitos cafezinhos por aí! Conheci lugares (grande parte da Itália, Paris, Buenos Aires no começo do ano, Belo Horizonte...) e certamente viajarei mais este ano. Conheci pessoas maravilhosas, revivi amizades antigas, fiz amizades novas, paqueras novos (Hummm) rs... e a cultura é claro!
Muita gente considera que parar de trabalhar e voltar a estudar é um retrocesso, mas.. não vejo dessa forma.. tenho aprendido muito, principalmente sobre a Tati (eu)... Tenho tido mais tempo pra cuidar (e brigar) com a família, pra arrumar minha casinha (com meus 5 minutos de revolucionar a casa), pra crescer , amadurecer.. Mais tempo pra me cuidar, malhar, comer, VIVER! E, honestamente, sou melhor hoje que ontem.. e amanhã quero ser melhor ainda...
E aí, por qual razão escrevi tudo isso? Ah! Deu vontade.. quem sabe se alguém ler, pare pra pensar no que tem feito, no que tem desejado e no quanto cada um de nossos atos e de nossas palavras influenciam para o outro e para nós mesmos.
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Ps. Segue o texto citado sobre os "cafés":
VIVER OU JUNTAR DINHEIRO? (Max Gehringer)
Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico.
Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.
Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária.
É claro que não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer.
E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.
“Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO”
Que tal um cafezinho?

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